CFH Advogados, Carneiro, Fernandes & Hammarstrom

Summit Agro MS 2026: o que foi discutido nos cinco painéis

Realizado em Dourados, o encontro reuniu produtores, empresas e profissionais em cinco painéis sobre crédito, crise, terra e sucessão no agro.

O 1º Summit do Agronegócio e Empresarial de Mato Grosso do Sul foi realizado em 10 de setembro de 2026, no auditório da ACED, em Dourados. Foram cinco painéis, das 8h30 às 18h40, sobre tecnologia, crise e reestruturação, regularização fundiária e ambiental, recuperação judicial do produtor rural e sucessão familiar. Os três sócios da CFH participaram como debatedores.

O encontro

O Summit reuniu produtores, empresários, advogados, contadores, engenheiros agrônomos e profissionais do mercado financeiro para discutir, em painéis, os temas que pressionam o agronegócio sul-mato-grossense no dia a dia. A realização foi da ApexJuris Consultores, com apoio institucional do Sindicato Rural de Dourados, da EDAMP, da OAB Subseção Dourados/Itaporã, da Agrociência e da AEAGRAN. A CFH Advogados esteve entre os patrocinadores e participou da programação com os três sócios, cada um em um painel diferente.

Painel 1: tecnologia, gestão e crédito

O primeiro painel tratou de Agro 5.0: como a tecnologia está transformando gestão, produtividade e crédito no agronegócio, com mediação do engenheiro agrônomo Bruno Pontim, secretário municipal de Agricultura, mestre e doutor em Agronomia. Debateram Jimmy Agro, CEO da Creattive Mídia; Cássio Viegas, especialista em vendas; a engenheira agrônoma Jackeline Matos do Nascimento, com pós-doutorado em Produção Vegetal; e Cleria Regina Mossmann, mestra em Agronegócios. A discussão ligou dados de produtividade à originação de crédito, tema que reaparece na análise de risco de qualquer operação rural.

Painel 2: da crise à recuperação

O segundo painel, Da crise à recuperação: alongamento rural, seguro rural, recuperação extrajudicial e as ferramentas jurídicas do empresário rural, foi mediado pelo advogado e administrador judicial Gabriel Paes de Almeida Haddad. Participou como debatedor o sócio da CFH Patrick Hammarstrom, ao lado do advogado Joderly Dias do Prado Junior, assessor jurídico do Sindicato Rural; do engenheiro Felipe Servignini Mendes, especialista em seguros agropecuários; e de Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos. O painel percorreu a escala que vai da renegociação direta à via judicial, assunto tratado em alongamento de dívida e em reestruturação de passivos.

Painel 3: regularização fundiária e ambiental

À tarde, o painel Regularização fundiária e ambiental: a porta de entrada para o crédito e os investimentos no agronegócio teve mediação do promotor de justiça Amilcar Araújo Carneiro Júnior, doutor em Direito e diretor-geral da EDAMP. Debateram o sócio da CFH Edgar Fernandes, advogado e administrador judicial; Rodrigo De Clemente Lourenço, da Lourenço Advogados; e Fabiano Arantes, CEO da Organogreen. O ponto central do painel é o que o escritório vê na prática: sem matrícula, cadastro e situação ambiental em ordem, o crédito não sai, tema de regularização de imóvel rural.

Painel 4: recuperação judicial do produtor rural

O quarto painel tratou da Recuperação judicial do produtor rural após o Provimento nº 216/2026 do CNJ, com mediação do sócio da CFH Rômulo Carneiro, mestre em Direito e administrador judicial. Debateram Leonardo Flores Sorgatto, da Cury Consultores; Adriano de Oliveira Martins, mestre em Direito Empresarial e administrador judicial em vários estados; Bruno Domingues, CEO da Lepta Capital; e Mayara Mendonça, do Mestre Medeiros Advogados. O provimento, editado em março de 2026, uniformizou nacionalmente o processamento dos pedidos de produtor rural, e o seu efeito prático está descrito em perícia prévia do produtor rural e em recuperação judicial do produtor rural.

Painel 5: sucessão familiar

O último painel discutiu Sucessão familiar e a reforma tributária no agronegócio, com mediação da procuradora do Estado Priscilla de Siqueira Gomes. Debateram João Valle, especialista em sucessão patrimonial; o advogado Angelo Francisco Barrionuevo Ambrizzi; o contador Alan Campione, da CSP; e Anderson Kim Franco, do Franco Nascimento Advogados. A pauta foi a de sempre no campo, agora com prazo: organizar a passagem da terra e da operação para a geração seguinte antes que a mudança tributária feche janelas, assunto de planejamento sucessório e de holding rural.

O que ficou

Os cinco painéis convergiram num ponto: as decisões que sustentam o crédito, a dívida e a sucessão no agro são tomadas antes da crise, e dependem de documentação em ordem. Regularização fundiária e ambiental apareceu como condição de acesso ao crédito no painel da tarde; escrituração e prova da atividade apareceram como condição de acesso à recuperação judicial no painel seguinte; e organização societária apareceu como condição da sucessão no último. A programação completa está no site oficial do evento.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta a um advogado para análise do caso concreto.

Perguntas frequentes

Quando e onde foi o Summit Agro MS?

Em 10 de setembro de 2026, das 8h30 às 18h40, no auditório da ACED, em Dourados, Mato Grosso do Sul.

Quais foram os temas dos painéis?

Tecnologia e crédito no agro; crise e recuperação, com alongamento rural e seguro; regularização fundiária e ambiental; recuperação judicial do produtor rural após o Provimento CNJ 216/2026; e sucessão familiar no agronegócio.

Qual foi a participação da CFH Advogados?

Os três sócios participaram da programação: Patrick Hammarstrom no painel sobre crise e recuperação, Edgar Fernandes no de regularização fundiária e ambiental, e Rômulo Carneiro mediou o painel sobre recuperação judicial do produtor rural.

O que é o Provimento CNJ 216/2026, discutido no evento?

Norma da Corregedoria Nacional de Justiça, de março de 2026, que uniformizou o processamento dos pedidos de recuperação judicial de produtores rurais, com constatação prévia e padrão documental.

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